Os canais e os rios, tal como as estradas estão sujeitos a regras de conduta.
Para que o seu cruzeiro fluvial se desenrole nas melhores condições, convidamo-lo a descobrir o Código de navegação que terá de usar durante as suas férias de barco...
ANCORAGEM
Profundidade do leito do rio (tal canal ou tal rio tem 1.40m ancoragem, por exemplo).
ANDAR À RÉ
Colocar a embarcação a andar para trás com o objectivo de a travar.
ASCENDENTE
Embarcação que navega para montante, ou seja, navega no sentido oposto da corrente, em direcção à sua fonte. Num canal, isto significa que a embarcação passa as eclusas no sentido ascendente (como uma escada).
BIGOTA
Peça metálica no barco onde podemos atar um cabo. Em geral, os barcos estão equipados com duas bigotas a trás e uma ou duas à frente.
BOMBORDO
Lado esquerdo do barco, quando dentro dele se olha para a frente da embarcação.
CASCO
A distância vertical entre o nível da água (flutuação) e o ponto mais alto do barco (ver esteiras).
CALADO
Corresponde à parte do barco que se encontra submersa, ou seja, a distância vertical entre a parte mais baixa do barco (em geral a quilha) e a linha de flutuação.
CAMARA DE ENCHIMENTO
Parte da eclusa situada entre as duas comportas (jusante e montante)
CAMINHO DE TRANSPORTE
Caminho ao longo do canal ou do rio, utilizado até ao inicio deste século para retirar os barcos da água com o auxilio a cavalos e homens.
CANAL DE DERIVAÇÃO
Leito do rio ou canal entre duas eclusas.
CANAL DE NAVEGAÇÃO
Zona navegável, indicada nos mapas e que deve seguir escrupulosamente para evitar acidentes: rochas, estacas…
CROQUE
Longa vara de madeira ou de metal, munida de um gancho numa das extremidades. A utilização de um croque quando se entra e sai de um cais facilita as manobras e evita choques com as outras embarcações.
CUNHO
Peça metálica que se situa sobre a embarcação, onde se pode fazer a amarração. Em geral, os barcos estão equipados com mais do que um cunho, dois na parte traseira e mais dois na parte da frente.
DEFENSA
Tem uma forma redonda ou oval e está disposto em redor do casco da embarcação, protegendo-o de eventuais choques. Em geral, um número de 8 até 20, de fabrico rígido, só rebentam com impactos violentos e deve deixá-los ficar mesmo que não concorde com a estética.
DESCENDENTE
Embarcação que navega para jusante, ou que desce um curso de água no sentido da corrente e dirige-se para a sua embocadura.
DIVISÃO DO CANAL DE DERIVAÇÃO
Ponto mais alto do canal onde se situa a divisão das águas.
ESTIAGEM
Nível mais baixo de um curso de água ou de um canal.
ESTIBORDO
Quando dentro do barco, se olha para a frente da embarcação, trata-se do seu lado direito
JUSANTE
Parte baixa do rio ou albufeira, ou seja, do lado da sua foz.
LIMIAR
Género de caminho do lado da comporta de montante dentro da eclusa, à qual se deve ter muito cuidado.
LISTÃO
Banda de borracha ou de Madeira que dá a volta ao casco da embarcação para o proteger.
Quase todos os barcos estão equipados com listão (quase sempre um, dois ou até três nalguns modelos) ao que se acrescenta a protecção suplementar das defensas.
MONTANTE
Parte alta do rio ou da albufeira, ou seja, do lado da sua fonte.
MURO-GUIA
Parede lateral de uma eclusa, vertical ou ligeiramente inclinada.
OBRA MORTA
Parcela / volume do navio que está acima da água. Quanto maior o volume acima da água, maior resistência ao vento o seu barco oferece. Tenha sempre isto em consideração durante as suas manobras.
PASSAGEM
Passagem do barco numa eclusa, o tempo de passage do barco depended a altura e da largura da eclusa. Em geral, deve-se contar à volta de um quarto de hora.
POPA
Parte traseira do barco
PROA
Parte dianteira do barco
TIMÃO
Barra que roda e que se parece com o volante de uma viatura. Leme com um cabo longo até à traseira do barco. Ambos servem para dirigir o barco.
ULTRAPASSAR
Acção de ultrapassar/ contornar um barco na mesma rota.